Eleições presidenciais na Costa Rica é marcada por debate sobre direitos LGBT

População irá às urnas no domingo para escolher um dos 13 candidatos; pesquisas recentes apontam que o pastor evangélico Fabricio Alvarado está em primeiro lugar, com cerca de 17% das intenções de voto.

Publicado em 03/02/2018 às 10:16

Gay1 Mundo*
Eleições presidenciais na Costa Rica é marcada por debate sobre casamento igualitário
Foto: REUTERS/Juan Carlos UlateO tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo invadiu o debate no país depois da Corte Interamericana de Direitos Humanos se mostrar a favor da união. Na foto, candidatos participam de debate dias antes da eleição.

A Costa Rica vai às urnas neste domingo para escolher seu presidente para os próximos quatro anos, em uma eleição marcada pelo debate sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os 3,3 milhões de eleitores deverão escolher entre 13 candidatos, dos quais apenas 5 aparecem em condições de seguir para o segundo turno, que será realizado no dia 1.º. de abril. Também serão escolhidos os 57 deputados da Assembleia Legislativa.

As pesquisas mais recentes citam em primeiro lugar, com cerca de 17% de apoio, o deputado e pregador evangélico Fabricio Alvarado, de 43 anos, do Partido Ação Cidadã, que é contra o avanço nos direitos LGBT.

Em segundo, está o ex-deputado e empresário Antonio Alvarez, de 59 anos, do Partido Libertação Nacional (PLN), o mais tradicional do país, seguido do ex-ministro Carlos Alvarado, de 38 anos, do governista Partido Ação Cidadã (PAC).

Um relatório do Centro de Pesquisas e Estudos Políticos (Ciep) revela que 36,5% da população está indecisa sobre quem votar.

Debate

O tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo invadiu o debate no país depois da Corte Interamericana de Direitos Humanos, no dia 9 de janeiro, se mostrar a favor da união.

Fabricio Alvarado anunciou que retirará a Costa Rica desse tribunal caso seja eleito. Com esse discurso, o pastor evangélico passou dos 3% das intenções de voto em dezembro para 17% em janeiro.

Antes disso, quem liderava as pesquisas era o advogado Juan Diego Castro, ex-ministro da Segurança, que prega contra a corrupção e o crime. "Esse tema atiçou as chamas do cidadão comum que acredita que todos os políticos são corruptos (...). Então aparece um 'outsider' (Castro) com uma proposta de varrer a corrupção e isso desperta empatia com as pessoas cansadas do sistema", disse o analista político independente Jorge Vega.

No entanto, o apoio a Castro começou a perder força depois das revelações sobre suas tendências autoritárias e disputas com meios de comunicação, particularmente com o jornal La Nación, o maior do país.

O Ciep também indica um alto grau de volatilidade, no qual os eleitores que apoiam um candidato em um dia podem apoiar outro 24 horas depois.

*Com informações da Agência AFP

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