'Ser confundido com gay me engrandece', diz Fábio Lago ao ser chamado de gay nas ruas

O ator tem roubado a cena com sequências de humor e drama em “O outro lado do paraíso”.

Publicado em 24/01/2018 às 22:19

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'Ser confundido com gay me engrandece', diz Fábio Lago ao ser chamado de gay nas ruas
Foto: Divulgação/TV GloboFábio Lago, o Nicácio de “O outro lado do paraíso”.

Fábio Lago é um sucesso à parte em “O outro lado do paraíso”. Intérprete do Nick, o ator tem roubado a cena com sequências de humor e drama na novela das nove. Revelado para o grande público em 2007, quando encarnou o traficante Baiano em “Tropa de elite”, ele ressalta que não se importa em ser chamado de gay na rua: “É a primeira vez que me propus a levar o personagem para a casa”.

Interpretando um cabeleireiro, deu para ganhar alguma experiência sobre a profissão? (@gbrielmenezes)

Minha mãe foi cabeleireira por muitos anos, e isso facilitou na composição do Nick. Eu não me considero um cabeleireiro profissional. Longe disso! Mas hoje eu já garanto fazer um babyliss bem feito, um corte básico, uma hidratação... Isso dá para arriscar. Se eu fosse cabeleireiro, não morreria de fome (risos).

Qual aprendizado tirou com o seu personagem? (@laislacerda1708)

Pela primeira vez na carreira, eu me propus a levar um personagem para casa, para além da ficção. Aprendo com ele o tempo todo. Não acredito no acaso. Acho que quando algo chega para a gente é porque nós estamos preparados para aquilo. Ele é um personagem que sofreu muito durante sua vida toda e, ainda assim, acredita na felicidade. Nick é um sonhador.

Fora das gravações, você costuma ser o mais diferente possível do Nick para não ser confundido com gay? (Maria das Dores Alcântara)

Muito pelo contrário! Dessa vez eu me dispus a instigar os olhares do público e me aproximar no dia a dia desse universo. Pude sentir na pele, ainda que por alguns instantes, o que as pessoas do universo LGBTQ sofrem com o preconceito. Isso me ajudou a entender a dor e a solidão do personagem. É muito comum perceber os contrastes e causar alguns espantos do tipo: “Cara! O Baiano do “Tropa de elite” é gay, vei?!” (risos). Ser confundido com gay me engrandece muito!

Com esse personagem você conseguiu ver a realidade de preconceito que pessoas LGBT vivem? (Humberto Marcondes)

Sim. Isso é muito nítido com a abordagem das pessoas na rua. O que fica mais gritante é perceber que o preconceito está muito mais ligado à insegurança pessoal de cada um e ao medo de lidar com um ser humano que tem a liberdade como premissa.

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