Adolescente mata ajudante por homofobia é apreendido após confessar crime à mãe

Mulher levou o filho de 17 anos à polícia e ele admitiu ter espancado a vítima de 40 anos. Segundo delegado, rapaz negou arrependimento.

Publicado em 07/11/2017 às 23:50

Gay1 SP, com informações da TV Globo
Adolescente mata ajudante por homofobia é apreendido após confessar crime à mãe
Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoSuspeito usou um caibro de madeira e atingiu a vítima com mais de 10 golpes, diz delegado.

Um ajudante geral de 40 anos foi morto a pauladas na madrugada desta segunda-feira (6), em São Simão (SP). Segundo a Polícia Civil, um adolescente de 17 anos foi apreendido após ter confessado o crime à mãe, que o levou a uma base da Polícia Militar.

De acordo com o delegado Jorge Koury, o jovem diz que agiu após a vítima convidá-lo para manter relações sexuais. Ele foi indiciado por homicídio qualificado e homofobia.

Um pedaço de madeira com 1,5 metro de comprimento, que teria sido usado pelo suspeito, foi apreendido.

Segundo Koury, o suspeito contou que jogava baralho com um grupo de amigos em um ponto conhecido pela concentração de pessoas na cidade, quando a vítima chegou e fez uma proposta de cunho sexual.

“A vítima chegou depois, já bêbada, e começou a fazer propostas. Aí ele [adolescente] disse “então vamos”. Só que quando ele disse isso, ele já tinha em mente o crime”, afirma o delegado.

De acordo com o delegado, os dois seguiram até uma fazenda, no bairro Jardim Imigrantes. Ao chegarem ao local, o ajudante tirou a roupa, mas foi brutalmente agredido pelo adolescente, com um pedaço de madeira. Os golpes atingiram a cabeça da vítima, que ficou desfigurada e morreu no local.

O adolescente deixou o corpo da vítima na fazenda e foi para casa, onde acabou contando sobre o crime à mãe. Ao tomar conhecimento, a mulher levou o filho até a Polícia Militar e ele relatou o assassinato aos agentes, que acionaram a Polícia Civil.

Ao delegado, ele confessou o crime e negou arrependimento. Segundo Koury, o jovem declarou que era amigo da vítima, mas que não gostava das insinuações feitas pelo ajudante geral, que o abordava esporadicamente com o intuito de praticar sexo.

“[O suspeito] disse que ele ficava mexendo com ele sexualmente e que ele não gostava. O adolescente infrator diz que quando ele bebia, ele ficava chamando para cunhos sexuais, para ter relação sexual. Não era só com ele, era com outros adolescentes também.”

Para o delegado, o suspeito demonstrou total frieza ao relatar o assassinato do ajudante, e apresentou comportamento homofóbico.

“Ele confessou o crime, dizendo que não está arrependido, que cometeu o crime porque ele não gosta de ‘coisas sexuais de viadagem'. O crime tem requintes de homofobia, até porque ele disse que a vítima cantava ele, que quando ele bebia ele cantava. Que ele ficou nervoso, levou ele, e ele queria só agredir”, diz Koury.

Apesar de ter declarado que não está arrependido, o suspeito negou a intenção de matar.

Ainda segundo o delegado, o adolescente tem outras duas passagens pela polícia. A primeira por homicídio, registrada em 2015 em Maceió (AL), e a segunda por tentativa de homicídio contra um irmão, em março deste ano.

“Nós estamos aguardando uma decisão da Vara da Infância. Pedimos a internação por causa de ameaças e violência física. Ele é frio e tranquilo”, afirma Koury.

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