Após dois meses, casal consegue voltar à vila onde foi espancado, na Tijuca

Flavio Miceli e Eduardo Michels conseguiram retornar ao imóvel para retirar seus objetos pessoais.

Publicado em 23/06/2017 às 10:15

Gay1 RJ
Após dois meses, casal consegue voltar à vila onde foi espancado, na Tijuca
Foto: Acervo PessoalO casal Eduardo Michels e Flavio Miceli acusa vizinhos de agressão por homofobia.

Dois meses meses após terem sido expulsos da vila onde moravam, na Tijuca, o engenheiro Flavio Miceli, de 60 anos, e o funcionário público Eduardo Michels, de 62, conseguiram retornar ao imóvel para retirar seus objetos pessoais. De acordo com a Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual da prefeitura do Rio (CEDSRIO), eles já estão morando em outro local, e tiveram o apoio da Superintendência Regional do Grande Tijuca e dos órgãos de segurança pública para fazer a mudança, que aconteceu na quarta-feira.

Eles foram encaminhados para o Grupo Pela Vidda, onde estão recebendo auxílio no processo civil com a advogada Maria Eduarda Aguiar. Na esfera criminal, a CEDS sensibilizou o escritório da Advogada Mariette Alexandre, que assumiu o caso.

O casal estava impedido de entrar na vila desde que se envolveu em uma briga na noite do dia 21 de abril, quando acontecia uma festa no local. Miceli e Michels acusam os vizinhos de agressão, homofobia e de terem trocado a fechadura do portão que dá acesso à área comum do espaço para que eles não pudessem voltar lá. Os dois estão morando, provisoriamente, na casa de familiares.

Na ocasião, o casal, que procurou a 20ª DP (Vila Isabel), diz ter ouvido coisas absurdas, como a de que a vila “não é lugar de gay”. Os vizinhos, que não queriam comentar a denúncia, levada à Defensoria Pública do estado, resolveram falar. A família que seria o pivô da confusão é a do aposentado Jorge Acyr da Matta, subsíndico do condomínio. Ele nega ser homofóbico e acusa Flavio e Eduardo de racismo.

Os vizinhos sustentam que a fechadura foi trocada porque enguiçou após chuvas. O síndico Gustavo Campos Barcelo informou, na polícia, que exigiu cópia do contrato de locação para entregar as chaves. Mas, segundo ele, em vez de entregar o documento, o casal teria feito ameaças. Flavio, por sua vez, assegura que apresentou o contrato de locação. Entretanto, observa que, ao ver o síndico, o reconheceu como um de seus agressores no dia da festa.

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